É isso mesmo pessoal, William Asher, o produtor e diretor da série, além de marido de Liz, chegou a fazer uma pontinha em um episódio da 5ª temporada (1968), chamado 'Espelho Meu':
Aqui, Endora (Agnes Moorehead) enfeitiça seu genro James (Dick York), fazendo com que ele se torne um homem extremamente vaidoso. Enquanto está esperando o sinal de trânsito abrir, James, sob o efeito do feitiço, se admira no retrovisor do carro. O sinal abre e ele nem percebe, até que o motorista que está atrás (interpretado por William Asher) grita "Vamos bonitão!", o que faz com que ele volte à realidade, e siga em frente. Só que aí o carro de Asher não liga, o que faz com que os outros motoristas também reclamem com ele. Nessa época Asher tinha 47 anos de idade.
Asher e Erin Murphy (Tábatha), recentemente
Hoje ele está com 88 anos, e vive com sua 4ª esposa, Meredith, em Indian Wells, California, EUA. Lembrando que ele e Elizabeth Montgomery foram casados entre 1963 e 1973, e tiveram 3 filhos: William Asher Jr. (1964), Robert Asher (1965) e Rebecca Asher (1969).
O segundo OFF do nosso blog é sobre a série "Os Waltons", um grande programa que tive a oportunidade de conhecer recentemente.
"The Waltons" é uma série americana que foi exibida pela Rede CBS entre 1972 e 1981, com um total de 221 episódios divididos em 9 temporadas. A série é baseada no livro Spencer's Mountain e no filme homônimo de 1963. E é originada do filme-piloto "The Homecoming: A Christmas Story", exibido em dezembro de 1971, com um elenco diferente. Com o sucesso desse filme, no ano seguinte estreava "Os Waltons", que rapidamente se transforma em um grande sucesso - a 2ª temporada esteve em 2º lugar no ranking das 30 séries mais vistas na época.
O programa retrata a vida da família Walton, que vivia no campo, na Virginia, na época da Grande Depressão Americana (Crise de 1929) e da II Guerra Mundial. As histórias são narradas do ponto de vista de John Boy (Richard Thomas), um garoto de 17 anos que sonha em se tornar um escritor. É ele quem geralmente abre e encerra os episódios, em flashback.
A família Walton reunida
John Boy é filho de Olivia (Miss Michael Learned) e John Walton (Ralph Waite), e neto dos também carismáticos Vovô Zeb (Will Geer) e Vovó Esther (Ellen Corby). John Boy tem mais 6 irmãos: Jason (Jon Walmsley), Mary Ellen (Judy Norton Taylor), Erin (Mary Elizabeth McDonough), Ben (Eric Scott), Jim-Bob (David W. Harper) e Elizabeth (Kami Cotler), a caçula.
John e Olivia Walton John Boy
A grande família Walton se mantém com o dinheiro ganho na serraria situada na Montanha Walton, mantida por eles. A família leva uma vida simples, desprovida de luxos ou regalias. John, principalmente, trabalha muito na serraria, ajudado por John Boy e o Vovô Zeb, enquanto que Olivia e a Vovó Esther cuidam da casa e das crianças. Apesar da simplicidade, a família é muito unida, correta, cheia de bons e grandes valores. Isso sempre é passado a nós nos episódios: lições de vida, amor, respeito, compreensão, solidariedade e muito mais, o que faz de "Os Waltons" um programa muito rico e marcante.
Vovó Esther e o Vovô Zeb Walton
Com o decorrer dos anos, naturalmente, os 7 irmãos vão crescendo até se casarem e terem seus filhos, formando suas próprias famílias. Houve ainda sérios imprevistos que mexeram com o programa: o derrame sofrido pela atriz Ellen Corby (Vovó Esther) em 1977, que deixou a personagem ausente da 6ª temporada; a saída de Richard Thomas (John Boy) também na 6ª temporada, além da morte de Will Geer, ocorrida em 1978, o que faz o personagem Vovô Zeb falecer no início da 7ª temporada. Miss Michael Learned (Olivia) também deixou o programa, na 8ª temporada. Em 1981 a Rede CBS encerra a série, com o episódio 'The Revel', levado ao ar em 4 de junho.
O elenco logo no início da série
O encerramento de cada episódio é uma das marcas registradas d'Os Waltons: numa cena externa, à noite, é mostrada a casa onde vivia toda a família. Pelas janelas vemos uma luz acesa. Dois ou mais personagens conversam sobre algum acontecimento do episódio, e depois, dão-se "Boa noite!" e a luz se apaga. "Boa noite Mary Ellen! - Boa noite John Boy!".
A família que cativa fãs ao redor do mundo até os dias de hoje
Depois do fim do programa, foram produzidos mais 6 filmes para a TV. São eles: A Wedding on Waltons' Mountain (1982), Mother's Day on Waltons' Mountain (1982), A Day for Thanks on Walton's Mountain (1982), A Walton Thanksgiving Reunion (1993), A Walton Wedding (1995) e A Walton Easter (1997).
Aqui no Brasil a série foi dublada pela Herbert Richers, estreando em 1974 pela TV Globo - onde foi exibida até por volta de 1981. Entre 1983 e 1985, a TV Record resolveu reprisar parte da série. Mas depois disso "Os Waltons" desaparecem da televisão brasileira - já há 25 anos! A série já foi completamente lançada em DVD nos EUA, mas aqui no Brasil infelizmente nada até agora, nem sinal!
Postei no YouTube uma singela homenagem que fiz, reunindo fotos da série ao som da música-tema. Espero que gostem:
Há também a abertura, com a dublagem original em português, postada por outro Canal:
E ainda esta postagem do MofoTV - uma matéria do extinto programa Top TV, que foi ao ar em 1993 relembrando a série:
Espero que tenham curtido essa postagem sobre "Os Waltons", mais uma grandiosa clássica série da televisão. Boa noite Mary Ellen! - Boa noite John Boy! - Boa noite pessoal!
Publicarei aqui no blog também posts sobre os profissionais envolvidos na dublagem da série. Profissionais esses muitas vezes esquecidos pelo grande público.
Nosso 1º post é sobre a dubladora Raquel Martins (1912-1974). Foi ela quem deu voz à mãe de James, Phyllis (Mabel Albertson), na 1ª temporada, além de ter dublado também Tia Clara (Marion Lorne) em sua 1ª aparição. Ainda na 1ª temporada dublou Bertha (Reta Shaw).
Raquel em 1968, na novela "A Pequena Órfã"
Raquel (ou Rachel, como também costuma ser grafado) foi atriz e dubladora. Participou de vários filmes, novelas (nas TV's Excelsior, Globo e Tupi), além de ter feito muitas peças teatrais. Infelizmente quase nada sobrou dessas antigas novelas nas quais esteve, mas na área da dublagem temos mais trabalhos seus preservados, como sua participação aqui em "A Feiticeira".
Há quase 2 meses postei no YouTube um vídeo em sua homenagem, trazendo raras cenas suas na novela "A Pequena Órfã" (TV Excelsior, 1968/1969) e logo em seguida um trecho da nossa série com a personagem Phyllis dublada por ela:
Mais informações sobre Raquel Martins você encontra na descrição do vídeo. Aproveitem para conhecer mais sobre essa grande profissional falecida há 35 anos, e que deixou sua passagem registrada em "A Feiticeira".
Postei há alguns meses no YouTube um trecho do episódio 'A Ninfa Constante', da 3ª temporada da série (1966).
Michael Ansara interpreta 'Rufus, o Ruivo'
Neste episódio, Sam (Elizabeth Montgomery) viaja para o século XIV para tentar acabar com uma maldição de 600 anos colocada em James (Dick York) e seus descendentes. Lá ela se depara com James, o Bravo - um antepassado de James que na verdade não passa de um devasso. De repente aparece no castelo Rufus, o Ruivo (Michael Ansara), que diz que acamparia nas terras de James naquela noite. Os dois acabam se desentendendo e marcam então um duelo, para o desespero de Samantha nessa engraçada cena.
Sam caracterizada como uma mulher do séc. XIV
A caracterização dos Stephens nesse episódio é singular, com Samantha em antigos trajes e cabelos em tranças, e James com cabelos compridos e bigode, além dos trajes de época também. Hilário!
Uma curiosidade: Michael Ansara (atualmente com 87 anos) que interpreta Rufus era, nessa época, casado com Barbara Eden (hoje com 75 anos), a estrela de "Jeannie é um Gênio" (1965-1970).
Postei há algumas semanas no YouTube um vídeo com um trecho do episódio 'A Estranha Cadeira', da 3ª temporada da série.
O vídeo mostra um casal de clientes da agência de publicidade McMann & Tate, chamados Max (J. Pat O'Malley) e Adelaide Cosgrove (Anne Seymour). Divirtam-se com esse hilário casal:
A dublagem desses convidados foi realizada por Dulcemar Vieira (atualmente com 74 anos) e José Soares (falecido recentemente, em dezembro). As interpretações são ótimas, contribuindo para nossas risadas! Divirtam-se!
Alô, pessoal! Como já escrevi anteriormente aqui no blog, abordarei as vezes outras séries clássicas que também curto. Então, sempre que for abordar outras séries, deixarei um "OFF" no título da postagem, ok? É bom falar também sobre outros clássicos, pois muitas vezes quem é fã de "A Feiticeira" também curte outras séries contemporâneas à ela. E pra quem não conhece essas outras determinadas séries, a postagem fica sendo então uma oportunidade para os fãs da nossa bruxinha saberem mais sobre outras produções que marcaram época!
Bom, o primeiro OFF do nosso blog é sobre "Daniel Boone", mais um clássico dos anos 1960. A série foi produzida nos EUA entre 1964 e 1970, com um total de 165 episódios divididos em 6 temporadas.
Rebecca, Daniel, Cincinnatus e Israel
A história se passava num lugarejo por volta de 1770, onde viviam Daniel (Fess Parker), sua esposa Rebecca (Patricia Blair) e seus filhos Jemima (Veronica Cartwright) e Israel (Darby Hinton), além do fiel amigo de Daniel, o índio Mingo (Ed Ames). Havia ainda outros personagens carismáticos no programa, como por exemplo Cincinnatus (Dal McKennon). Embarcando em muitas aventuras, Daniel procurava resolver os problemas que fossem surgindo demonstrando sempre bons valores, caráter e justiça, fazendo do show um programa gostoso de se ver, recheado de aventuras.
A dublagem da série foi mais um dos grandes trabalhos realizados na extinta AIC, clássica e saudosa companhia de dublagem dos anos 1960. Quanto ao lançamento da série em DVD, aqui no Brasil temos apenas a 2ª temporada disponível. Mas com imagens ótimas e a dublagem original!
Nesta semana postei este vídeo no YouTube, onde vemos Rebecca e o casal Barr (convidados especiais), que acabavam de chegar ao local:
Quer ver mais? Cenas do episódio 'O Desertor':
O índio Mingo (Ed Ames) e Jericho (Robert Logan) à procura de Daniel Boone:
Neste 2010 comemoramos os 45 anos de "A Feiticeira" aqui no Brasil. Elaborei essa metéria especial em comemoração à esse fato que não pode passar em branco para nós, fãs do show!
Como sabemos, em 17 de setembro de 1964Bewitched estreou nos Estados Unidos, na Rede de Televisão ABC, se tranformando logo em um estrondoso sucesso. Nessa época, conquistou o 2º lugar de audiência entre as séries mais assistidas nos EUA, perdendo apenas para Bonanza, outro clássico da TV norte-americana.
Em menos de um ano depois a série chegava ao nosso país, para ser dublada nos estúdios da extinta Arte Industrial Cinematográfica (A. I. C. São Paulo), estreando na TV Paulista (hoje Rede Globo). A data certa da estréia até hoje ninguém conseguiu descobrir. Mas é mais provável que tenha sido por volta de junho/julho daquele ano, pelo que se tem em termos de pesquisas até o momento. Entretanto, sabemos que a TV Paulista exibia a série todas as quintas-feiras, das 21:00 às 21:30.
Nesses 45 anos no nosso país, "A Feiticeira" passou pelas emissoras TV Paulista, TV Excelsior, TV Record, TV Tupi, TV Globo, TV Bandeirantes e RedeTV! - ou seja, foi exibida em praticamente todas as grandes emissoras abertas brasileiras, exceto no SBT e na extinta TV Manchete. Em 4 décadas e meia foram poucos os anos em que esteve fora do ar: mais precisamente não esteve nas telinhas apenas nos anos de 1976, 1985, 1986, 1992-1998, 2008-atualmente - isso em rede nacional e em algum conhecido canal de TV aberta, pois hoje por exemplo a série é exibida na TV paga e em uma pequena emissora com sinal em certas localidades do país. Estamos sem "A Feiticeira" na TV aberta e em rede nacional desde o dia 7 de abril de 2007, quando a RedeTV! a exibiu pela última vez.
Pra comemorar então esses 45 anos neste 2010, aí vai uma raridade: uma matéria da extinta e famosa Revista Intervalo, publicada em agosto de 1965! Nessa época, com a série recém-estreada por aqui, os brasileiros ainda estavam começando a conhecer todo esse universo. Divirtam-se com as primeiras impressões que o Brasil teve do show, e também com a grafia da época, rsrs!
Clique na imagem para ampliá-la
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Embarquem no clima de 1965 e divirtam-se com essa raridade. Espero que gostem!
No episódio 'Uma Nora Excepcional' (1ª temporada), após uma breve discussão com James na frente de seus pais, Samantha(Liz Montgomery) acaba confirmando aos sogros algo que a atrapalhada Tia Clara(Marion Lorne) havia dito à eles antes: que a sobrinha era uma bruxa!
Depois de terminada a discussão e de tudo estar em paz (James havia ido atrás de Tia Clara que, de acordo com sua sombrinha, estava no ponto de ônibus!), Frank(Robert F. Simon) e Phyllis(Mabel Albertson) acabam dizendo que Tia Clara tinha razão: Samantha era mesmo uma bruxa. Tudo em um tom de brincadeira, é claro:
Divirtam-se com essa cena - lembrando que esse episódio seria reprisado na série na temporada seguinte, com um pequeno trecho inédito adicional.
Pois é isso mesmo mesmo pessoal, houve um convidado especial interpretando Benjamin Franklin (1706-1790) na nossa série. Lembram-se dele?
Fredd Wayne como Ben Franklin
No episódio 'Benjamin Franklin, o Eletricista', levado ao ar na 3ª temporada da série, nossa atrapalhada Tia Clara (Marion Lorne) aparece no número 1164 da Morning Glory Circle e resolve tentar ajudar Sam (Liz Montgomery), que estava tentando consertar o abajur da sala. Como sempre - e para nossa diversão - suas mágicas dão errado e ela acaba trazendo diretamente do século XVIII o próprio Sr. Franklin, "um ilustre eletricista" como ela o chamaria. Lembrando que este é um episódio duplo - a história se conclui no episódio seguinte, 'Samantha, a Defensora', quando Sam defende Ben nos tribunais pela acusação de ter roubado um carro dos bombeiros.
O ator que interpreta Ben chama-se Fredd Wayne e tem hoje 85 anos. O curioso é que ele interpretou esse mesmo personagem em outras séries, como em Daniel Boone, por exemplo.
Divirtam-se com mais essa trapalhada de Tia Clara, neste vídeo com a dublagem original em português.
Olá pessoal! Depois desses quase 3 meses sem postar nada aqui no blog, estou voltando agora.
Retorno com este vídeo sobre a personagem Tia Clara (Marion Lorne), a atrapalhada e divertida tia de Samantha(Liz Montgomery) em "A Feiticeira". Neste episódio da 2ª temporada, Tia Clara está apreensiva pois vai reencontrar um antigo amigo e namorado de sua juventude, a quem não vê há muito tempo. A boa velhinha teme em revê-lo, já que seus poderes mágicos não estão mais perfeitos como antes.
Divirtam-se!
A quem, como eu, curte a dublagem da série: temos Rita Cléos dublando Sam e Gessy Fonseca dando voz à Endora. A curiosidade aqui é que ninguém sabe quem dublou Tia Clara exclusivamente nesse episódio. O objetivo do vídeo é também, portanto, tentar identificar essa desconhecida profissional - que, aliás, dublou ainda personagens convidadas nessa mesma temporada.
Um espaço onde falo sobre "A Feiticeira" (Bewitched), minha paixão - com direito a curiosidades, fotos e vídeos para se deliciar com essa clássica série de TV dos anos 1960. Também abordarei vez ou outra programas e temas diversos, como mais séries clássicas, literatura e outros.
Bewitched - "A Feiticeira"
"A Feiticeira" é uma clássica série de TV norte-americana que esteve no ar entre 1964 e 1972, estrelada pela eterna Elizabeth Montgomery e um grande elenco. Aqui no Brasil, a série estreou em 1965 e desde então vem conquistando gerações de fãs ao longo desses 45 anos. Um programa magicamente divertido e sempre atual, que jamais perde o seu brilho.
Quem sou eu
Thiago
Brazil
Um apaixonado fã da série norte-americana de grande sucesso
"A Feiticeira" (Bewitched). Curto ainda outras séries e desenhos clássicos, além de boas músicas e bons livros policiais. Amo viajar. Pratico esportes como vôlei, e leio bastante, o que é um ótimo exercício.