sábado, 10 de abril de 2010
A Dublagem da 1ª Temporada de "A Feiticeira"
Olá pessoal!
Esse post é destinado aos que curtem a excelente dublagem brasileira de "A Feiticeira", realizada pela extinta Arte Industrial Cinematográfica entre 1965 e 1973.
Por idéia de um amigo especialista na história da A.I.C. (a extinta empresa brasileira que dublou "A Feiticeira" e tantas outras séries), trabalhamos na montagem deste Guia de Dublagem onde abordamos a 1ª temporada da série, produzida em 1963(piloto)/1964/1965. Aqui no Brasil, a série estreou no ano de 1965, na tela da então TV Paulista. Eu me empenhei na identificação dos personagens e atores convidados em cada um dos 36 episódios e nosso amigo Marco Antônio trabalhou na identificação das vozes de cada um desses personagens, um trabalho que requer uma grande memória auditiva e, é claro, um enorme conhecimento do assunto.
Você tem aquela curiosidade de saber quem dublou determinado personagem naquele tal episódio? Uma voz que ficou marcante pra você, que te atraiu ao ver aquele outro episódio? Aproveite este Guia e descubra os donos de todas aquelas vozes! Ressaltando que este é um trabalho inédito e exclusivo que realizamos, o qual você não encontra em nenhum outro lugar - só aqui e no blog AIC.
Divirtam-se!
Primeiramente, os dubladores dos personagens fixos nessa temporada:
Samantha (Elizabeth Montgomery): Nícia Soares.
James (Dick York): Sérgio Galvão.
Endora (Agnes Moorehead): Márcia Real.
Larry (David White): Antônio Cardoso no episódio 03 - Waldyr Guedes do episódio 05 ao 21 - José de Freitas do episódio 22 ao final.
Louise (Irene Vernon): Helena Samara no episódio 03 - Judy Teixeira nos outros episódios.
Tia Clara (Marion Lorne): Raquel Martins no episódio 07 e Gessy Fonseca nos outros.
Gladys Kravitz (Alice Pearce): Isaura Gomes.
Abner Kravitz (George Tobias): Marcelo Ponce.
Phyllis (Mabel Albertson): Raquel Martins.
Frank (Robert F. Simon): Amaury Costa.
Narração da abertura: Ibrahim Barchini.
Agora, os dubladores dos atores convidados em cada um dos episódios:
01. “CASEI-ME COM UMA FEITICEIRA”
Sheila (Nancy Kovack): Isaura Gomes.
Companheiro de bar de James: Magno Marino.
02. “CHEIA DE TRUQUES”
Não há atores convidados.
03. “ENCANTOS E DESENCANTOS”
Rex Barker (Jack Warden): Luiz Pini.
Obs: único episódio onde Larry Tate é dublado por Antônio Cardoso e Louise Tate é dublada por Helena Samara.
04. “TODAS AS SOGRAS SÃO BRUXAS”
Senhoras do comitê das vizinhas: Gessy Fonseca e Líria Marçal.
05. “AJUDE-ME SE NÃO PUDER”
Sr. Caldwell (Charles Ruggles): Wolner Camargo.
Obs: a partir deste episódio Waldir Guedes assume a dublagem de Larry Tate.
06. “O TOQUE MÁGICO”
Marshall Burns (Jimmy Mathers): Magali Sanches.
Sra. Burns (June Lockhart): Helena Samara.
07. “AS BRUXAS ESTÃO A SOLTA”
Bertha (Reta Shaw): Helena Samara.
Mary (Madge Blake): Gessy Fonseca.
Sr. Brinkman (Shelley Berman): Daniel Guimarães.
Obs: neste primeiro episódio com Tia Clara, ela é dublada por Raquel Martins.
08. “FEITIÇO DE MAIOR”
Aeromoça (Raquel Welch): Helena Samara.
09. “O ESCUDO INVISÍVEL”
Liza Handall (Cheryl Holdridge): Magda Medeiros.
Marvin “Monstro” (Roger Ewing): Dráusio de Oliveira.
10. “ISTO É NORMAL?”
Não há atores convidados neste episódio.
11. “ENFEITIÇADO?”
Sara Baker, a Srta. Fleur (Lisa Seagram): Rita Cleós.
12. “PRENÚNCIAS”
Não há atores convidados neste episódio.
13. “PERSUASÃO IRRESISTÍVEL”
Gertrude (Kit Smythe): Rita Cleós.
Kermit (Adam West): Wilson Ribeiro.
Susan (Chris Noel): Líria Marçal.
Padre (Ralph Bernard): Amaury Costa.
14. “UMA NORA EXCEPCIONAL”
Não há atores convidados neste episódio.
15. “O LADO BOM DA ILUSÃO”
Sra. Grange (Sara Seegar): Helena Samara.
Tommy Becker (Kevin Tate): Orlando Vigianni.
Michael (Billy Mumy): Magali Sanches.
Papai Noel (Cecil Kellaway): Amaury Costa.
Sr. Johnson (Bill Daily): Hélio Porto.
Sra. Johnson (Gerry Johnson): Gessy Fonseca.
16. “QUEM É O MÁGICO”
June Foster, a ruiva (Alice Backes): Judy Teixeira.
Shirley Clyde, a loira (Hollis Irving): Neuza Maria.
Norman, o garçom (Cliff Norton): Jorgeh Ramos.
Zeno (Walter Burke): Samuel Lobo.
Roxie (Virginia Martin): Rita Cleós.
Obs: Ibrahim Barchini é substituído por outro dublador, o qual não foi possível identificar. Este dublador fica até o episódio nº 18.
17. “A MAGIA DAS COISAS SIMPLES”
Não há atores convidados neste episódio.
18. “CUIDADO, DISFARCE”
Charlie (Harry Holcombe): José de Freitas.
Margaret Marshall (Martha Hyer): Neuza Maria.
Kujo (Clarence Lung): Older Cazarré.
Capitão Kelly (George Ives): Luiz Orione.
19. “UM RECANTO ENCANTADO”
Condutor do trem (Lindsay Workman): José de Freitas.
Capitão Harcourt (David Garner): Luiz Orione.
Co-piloto (Hap Holmwood): ???
Obs: Ibrahim Barchini retorna para a narração de abertura.
20. “PODERES VERDADEIROS, FALSOS PODEROSOS”
Gideon Whitsett (Jonathan Daly): Olney Cazarré.
Sr. Woolfe (Alex Gerry): Magno Marino.
21. “BELEZA FELINA”
Ling-Ling (Greta Chi): Rita Cleós.
Wally (Jeremy Slate): Emerson Camargo.
22. “SÉCULOS NOS SEPARAM”
Sr. Bodkin, o vendedor (Peter Brocco): Older Cazarré.
Kimmie (Cindy Eilbacher): Maria Cristina Camargo.
Oficial Kern (Mark Tapscott): Luiz Orione.
Dave (Gene Blakley): Magno Marino.
Voz dos esquilos: Maria Cristina Camargo e Older Cazarré.
Obs: a partir deste episódio José de Freitas assume a dublagem de Larry Tate até o final da temporada.
23. “CUIDADO! SINAL VERMELHO”
Dave (Gene Blakely): Magno Marino.
Prefeito (Dan Tobin): Marthus Mathias.
24. “QUEM É A FEITICEIRA?”
Bob Frazer (Ron Randell): Wilson Ribeiro.
Modista (Monty Margetts): Judy Teixeira.
25. “CIÚMES, MONSTRO DE OLHOS VERDES”
Priscila/Prazer O’Reilly (Kipp Hamilton): Líria Marçal.
Sargento policial (William Woodson): Xandó Batista.
Thor Swenson (Ken Scott): Gastão Malta.
26. “CARROS NÃO SÃO VASSOURAS”
Basil (Paul Bryar): Xandó Batista.
Harold (Paul Lynde): Emerson Camargo.
27. “QUANTO MAIS VELHA, MELHOR”
Bertha (Reta Shaw): Raquel Martins.
Sra. Bea Caldwell (Peg Shirley): Helena Samara.
Jimmy Caldwell (Brian Nash): Magali Sanches.
Sra. Agnes Bain (Karen Norris): Zaide Nacaratto.
Gary Bain (Michael F. Blake): ???
Louise Bain (Vicki Malkin): ???
Juiz (Gilbert Green): Garcia Neto.
28. “ABRE-TE PORTA!”
Vendedor (Eddie Hanley): Xandó Batista
Max (Baynes Barron): Wilson Ribeiro.
Noel (Hal Bokar): Magno Marino.
29. “ABRAKADABRA”
Não há atores convidados neste episódio.
30. “UM CORVO POUSOU EM MINHA VIDA”
George, o corvo (Christopher George): Hélio Porto
Dora/Dínamo O’Riley (Beverly Adams): Magda Medeiros.
Obs: a narração da abertura é realizada por Sérgio Galvão.
31. “VERDADES DIFÍCEIS DE EXPLICAR”
Ellen (Warrene Ott): Gessy Fonseca.
32. “O IDEAL DE MEUS SONHOS”
Vendedor (Dick Balduzzi): Garcia Neto.
33. “QUEM TEM DUAS CARAS”
Srta. Michelle (Marilyn Hanold): Líria Marçal.
Barbara Lucas (Elisa Ingram): Neuza Maria.
Obs: a narração de abertura é realizada por Sérgio Galvão.
34. “SEUS DESEJOS SERÃO SATISFEITOS”
Ed. Wright (Edward Mallory): Garcia Neto.
John C. Cavanaugh (Byron Morrow): Gastão Malta.
35. “FEITIÇARIA BEM TEMPERADA”
Mario (Vito Scotti): Henrique Martins.
Sr. Baldwin (Alan Hewitt): Garcia Neto.
36. “SUGESTÕES GENIAIS”
Primo Edgar (Arte Johnson): é um duende e não fala.
Fred Froug (Roy Stuart): Garcia Neto.
Sr. Shelley (Charles Irving): Renato Restier.
Agradeço ao amigo Marco Antônio, que com seu trabalho minucioso conseguiu identificar todas essas vozes.
Espero que gostem e que se divirtam com este Guia, pessoal!
sexta-feira, 5 de março de 2010
OFF - Série "Os Pioneiros"
O nosso 3º OFF aqui no blog é sobre a cativante série "Os Pioneiros".
"Os Pioneiros": a exemplar e cativante família Ingalls
"Little House on the Prairie" foi uma série de TV de enorme sucesso produzida entre 1974 e 1983, exibida nos Estados Unidos pela Rede NBC. Foram mais de 200 episódios de 50 minutos cada, produzidos ao longo de 9 temporadas.
O programa se passa no século XIX e é protagonizado pelos Ingalls, uma família pura e unida que vivia numa pequena casa na pradaria, num pequeno povoado chamado Walnut Grove. Charles Phillip Ingalls (Michael Landon) é casado com Caroline Lake Quiner Ingalls (Karen Grassle), com quem teve três filhas: Mary (Melissa Sue Anderson), Laura (Melissa Gilbert) e Carrie (Lindsay e Sidney Greenbush - gêmeas idênticas). Os Ingalls vivem de uma forma simples, são muito humildes, corretos e trabalhadores. Os episódios são recheados de boas mensagens, lições de honestidade, solidariedade, amor ao próximo e muito mais, o que faz do programa uma série intensamente marcante e gostosa de se acompanhar - um western mais próximo do melodrama, como a classificam. Assim, "Os Pioneiros" cativou milhões de pessoas ao redor do mundo e até hoje faz novos fãs, como este que vos escreve.
O show é, na verdade, uma adaptação livre dos livros da escritora Laura Ingalls (1867-1957), que escreveu a famosa série literária autobiográfica com cerca de 10 volumes, onde conta sua vida desde a sua infância - o primeiro deles é intitulado "Uma Pequena Casa na Floresta".
Antes da série de TV estrear na televisão americana, foi produzido um filme piloto (como costumam fazer com séries) levado ao ar em 30 de março de 1974. No piloto homônimo, Charles, Caroline e suas três filhas deixam a casa dos pais de Caroline durante um rigoroso inverno, em busca de um bom lugar para se fixarem, criarem as filhas e terem uma vida melhor. Depois de muito viajarem, encontram um bom local numa distante colina, perto de um riacho e lá começam a construir sua cabana. Por sorte, um senhor chamado Edwards (Victor French) que morava sozinho, perto dali, acaba ajudando os Ingalls com a construção, tornando-se amigo da família e querido das crianças, especialmente de Laura. O episódio piloto é fantástico, traz belas imagens e digamos que tem um final inesperado - pra quem quiser acompanhá-lo como fiz, o postaram há pouco no YouTube com a dublagem em espanhol (também há em inglês). Enfim, vale a pena conferir! Aí vão algumas imagens que capturei dele:
Carrie, a caçula, com Caroline Ingalls (Karen Grassle)
Charles Ingalls (Michael Landon)
Mary (Melissa Sue Anderson) e Laura (Melissa Gilbert), a "Pinguinho"
Carrie e Caroline
Laura, Mary e o cachorro de estimação
A aconchegante cabana que os Ingalls constroem, no piloto
Acredito que só essa imagem da cabana, por exemplo, diz muito: dá pra se perceber e imaginar o quão prazeroso é curtir "Os Pioneiros". Uma imagem vale mais que mil palavras!
Como conheci a série há apenas alguns anos, confesso que não acompanhei muitos episódios. Mas aqui na internet mesmo os fãs citam alguns bem marcantes, como uma história da 4ª temporada onde Mary, a irmã mais velha, fica cega, por exemplo. Grandes atores convidados nos episódios deram a sua contribuição para o show, como Richard Basehart, Jonny Crawford, Arch Johnson e muitos outros.
Do elenco principal, Michael Landon já é falecido (1991). Ele também é bastante conhecido por sua atuação em Bonanza, por exemplo. Karen Grassle, a Caroline, tem hoje 68 anos; Melissa Sue Anderson, a Mary, tem 47 e Melissa Gilbert, a "Pinguinho", está com 45. Já a inicialmente caçula Carrie era interpretada por gêmeas: as atrizes Lindsay e Sidney Greenbush, que hoje têm 39 anos. Com o decorrer da série, Charles e Caroline tiveram e adotaram mais alguns filhos, aumentando a família.
A série estreou aqui no Brasil na década de 1970, dublada nos famosos estúdios da Herbert Richers. O curioso é que apenas as 4 ou 5 primeiras temporadas foram dubladas e exibidas por aqui na época. "Os Pioneiros" esteve no ar na nossa televisão no decorrer das décadas de 1970 e 1980, pela TV Bandeirantes e pela TV Record, conquistando uma boa legião de fãs. Infelizmente, há 20 anos não vemos a série na TV aberta. Na década de 1990, o canal pago TeleUno conseguiu uma façanha: exibiu a série na íntegra - os 4 primeiros anos com a dublagem original, e o restante dublado em espanhol.
E aí vai uma boa notícia pra quem assina TV a cabo: o canal pago TCM anunciou que exibirá "Os Pioneiros" a partir do dia 5 de abril de 2010, de segunda a sexta-feira às 13h, com reprise às 8h da manhã. Finalmente a família Ingalls estará de volta na TV, e com a dublagem original em português (lembrando, as 4 ou 5 primeiras temporadas). Uma grande série que merece e muito estar de volta!
Quanto ao lançamento da série em DVD, isso já aconteceu nos EUA mas aqui no Brasil infelizmente não. Vejam só o super box que lançaram por lá, com todos os episódios:

Aqui vai a abertra da série (dublagem original), com o célebre narrador da Herbert Richers:
Trechos de um episódio da 2ª temporada (1976), também com a dublagem original:
Para quem quiser conferir o piloto: foi postado completo essa semana no YouTube por um usuário do México - dividido em 11 partes, dublagem em espanhol:
Agradecimentos ao amigo Marco Antônio, pelos dados sobre a dublagem e exibições da série aqui no Brasil.
Espero que curtam essa matéria sobre a grande série "Os Pioneiros"!
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
Entrevista sobre Rita Cleós
Pessoal, realizei uma entrevista com uma simpática senhora chamada Monica Schadrack, irmã de Rita Cleós, a nossa dubladora brasileira de Samantha Stephens. Aqui, Monica nos revela mais sobre a vida e a personalidade dessa grande profissional a quem tanto admiramos.
01. Então a Rita foi sua irmã, Monica. Ela teve muitos irmãos? Como era o seu nome completo de batismo?
Monica Schadrack: "Nome completo: Rita Schadrack. Teve 3 irmãos mais novos."
02. Conte-nos, por favor, sobre a família de Rita e sua infância. É verdade que ela morou por bons anos na Alemanha?
M.S.: "Com seus pais e seu irmão York, mudou-se para Alemanha um mês antes de romper a Segunda Guerra Mundial. Sem condições de retorno permaneceram lá durante 8 anos, sofrendo misérias, fome e terror. Quando finalmente retornaram ao Brasil apenas com a roupa do corpo, (pois perderam todos os bens na Alemanha); recomeçaram a vida com grande sacrifício e um sentimento de pesar e luto causados pela perda de um irmão (Olavo Schadrack) ainda criança na Alemanha, devido à guerra. Assim Rita passou sua infância na Alemanha, retornou adolescente sem nenhum nível escolar, pois durante a guerra as escolas não funcionaram naquele país."
03. Rita se casou ou teve filhos?
M.S.: "Seu casamento durou 5 anos e não teve filhos" (com o também ator Guilherme Corrêa, falecido em 2006).
04. Sabemos que ela começou sua carreira artística na década de 1950, participando de filmes. Foi aí que ela deixou Blumenau?
M.S.: "Sim, deixou Blumenau com poucas aulas particulares de português e outras matérias básicas. Deixou Blumenau por não suportar cidades pequenas. Começou sua vida em São Paulo trabalhando num Hospital como auxiliar em enfermagem. Foi aí que ela se dedicou a estudar teatro iniciando sua carreira artística."
05. Na Internet, seu sobrenome artístico é grafado como Cléos e às vezes como Cleós. Qual é a forma correta? E você sabe nos contar por que Rita escolheu esse sobrenome artístico – há algum significado especial?
M.S.: "A forma correta é Cleós. Originou-se de uma peça de teatro na qual ela interpretou Cleópatra com grande sucesso. Este nome foi escolhido para ela, pelos colegas e diretor."
06. Na década de 1960, Rita atuou em muitas novelas. Aproximadamente entre 1962 e 1966, esteve na TV Tupi. E entre 1966 e 1970, na TV Excelsior. Como ela lidava com o seu merecido sucesso?
M.S.: "Com grande satisfação, pois foi a forma de compensar sua infância dramática e início de carreira no qual batalhou com grande dificuldade para se manter e desenvolver sua carreira."
07. Nessa mesma época ela se iniciou na dublagem, onde também construiu uma longa e bem-sucedida carreira. Na Arte Industrial Cinematográfica de São Paulo trabalhou por 10 anos, entre 1962 e 1973, dublando muitas personagens. Quando Rita estava com a família, o que ela comentava sobre seus trabalhos? É verdade que, além de dubladora, foi também tradutora?
M.S.: "Passava minhas férias escolares em São Paulo e assisti a muitas de suas gravações ensaios, e colaborava com ela para decorar muitos scripts. Observei muitas vezes que havia no ambiente de trabalho entre colegas uma grande rivalidade, pouca honestidade, injustiças e traições. Houve anos em que ela estava bem, em plena glória e outros em que passava miséria. O ambiente artístico consegue ser muito cruel.
Rita não era mansa, pouco tinha de submissa, teve um gênio forte, de guerreira mesmo. Lembro-me pouco desta época, pois sou 18 anos mais jovem que ela. Era muito garotinha, mas lembro que os ensaios e gravações eram exaustivos e muitas vezes iam pela madrugada adentro. Rita gostava do seu trabalho apesar de tudo e representar para ela, era vida.
Ela era tradutora sim, de filmes e livros. Traduzia inglês, alemão, italiano e um pouco de espanhol. Línguas que aprendeu estudando sozinha."
08. Revistas antigas dão conta de que Rita sofreu um acidente em 1964, que a deixou com cicatrizes no rosto, na vista esquerda e um caco de vidro preso nos lábios por quase um ano, até que em agosto de 1965 realizou uma cirurgia para resolver o problema. Como foi esse acidente?
M.S.: "Foi um acidente de carro na Serra de Caraguatatuba. Motivo: pé pesado, adorava correr. Tanto que me dava náuseas ao andar de carro com ela."
09. Sabemos que, na década de 1970, Rita continuou dublando e também participou de peças famosas como a montagem de “Constantina”, em 1977, no Teatro Brigadeiro em SP, além de ter feito um filme em 1979. Rita continuou morando em São Paulo? Ela e a família se viam muito nessa época?
M.S.: "Rita via pouco a família, vinha pouco à Blumenau, pois havia mágoas e coisas mal resolvidas. Na época de Constantina ela estava ligada ao Kardecismo, e era fácil lidar com ela. Na mesma época faleceu nossa mãe e Rita deu à ela muito apoio e nos tornamos ainda mais amigas. Com toda sua família era comigo que mais tinha afinidades."
10. Já nos anos 1980, sabemos que Rita participou do filme “A Noite das Depravadas” (1981) e da minissérie “Maria Stuart” (TV Cultura de São Paulo, em janeiro de 1982). Depois disso ela participou de mais trabalhos no meio, ou resolveu abandonar a carreira artística?
M.S.: "Depois de 1982 ela resolveu abandonar a carreira artística devido ao intenso estresse e se mudou para Ilha Bela, onde trabalhou como tradutora e gerente de Hotel até 1988, quando se mudou para Curitiba."
11. Foi após isso que ela se mudou para Curitiba – PR? Sabe por que ela resolveu ir para essa cidade já que, pelo que sabemos, sua família estava em Blumenau – SC?
M.S.: "Rita não gostava de Blumenau e mudou-se para Curitiba porque a vida na Ilha Bela estava monótona demais, além de estar insatisfeita com seu trabalho no Hotel. Escolheu Curitiba para ficar mais perto dos meus três filhos que eram seus afilhados. Ela tinha verdadeira paixão pelas crianças, os chamava de “os meus douradinhos”. Ela fazia tudo por eles. Era festa quando ela vinha à Blumenau, as palhaçadas eram incríveis e ela adorava interpretar com eles peças de contos infantis no meio de muitas outras brincadeiras.
Muitas vezes foi como uma mãe para mim, foi amiga e confidente e em outras tantas foi a avó que meus filhos não conheceram."
12. Sabemos que Rita faleceu em 21 de maio de 1988, aos 56 anos, em Curitiba. Como estava sua saúde nos seus últimos anos? E como foi a sua partida?
M.S.: "Na verdade, Rita faleceu em 25 de abril de 1988, aos 57 anos. Nada sabíamos de sua saúde.
Decidimos em família, nada mais revelar sobre o assunto de sua morte, pois na época a imprensa humilhou seu corpo, desrespeitou e desonrou suas condições após o falecimento. É muito dolorido para nós relembrar tais fatos. Assim seu grande público terá dela as melhores memórias."
Agradeço muito a Eduardo Schadrack, sobrinho de Rita, pois foi por meio dele que realizamos esta entrevista. Agradeço imensamente também à Monica pelas preciosas respostas e revelações feitas a nós, fãs e admiradores da saudosa Rita Cleós e seu trabalho. Aos dois o nosso muito obrigado pela boa vontade e atenção para conosco!
Veja Rita bem jovem atuando no filme "Macumba na Alta", produzido em 1958:
Aqui um vídeo onde ela dubla Samantha na nossa grande série:
Já aqui, ela dublando uma convidada especial em um episódio da série "Perdidos no Espaço":
E aqui ela dublando em "Spectraman", um de seus últimos trabalhos em dublagem:
Espero que tenham gostado de saber mais sobre a eterna Rita Cleós, uma grande e inesquecível profissional do nosso país a quem aplaudiremos sempre!
Rita Cleós (em 1958) ao lado de Samantha, personagem que dublou em exatos 207 episódios de "A Feiticeira"
01. Então a Rita foi sua irmã, Monica. Ela teve muitos irmãos? Como era o seu nome completo de batismo?
Monica Schadrack: "Nome completo: Rita Schadrack. Teve 3 irmãos mais novos."
02. Conte-nos, por favor, sobre a família de Rita e sua infância. É verdade que ela morou por bons anos na Alemanha?
M.S.: "Com seus pais e seu irmão York, mudou-se para Alemanha um mês antes de romper a Segunda Guerra Mundial. Sem condições de retorno permaneceram lá durante 8 anos, sofrendo misérias, fome e terror. Quando finalmente retornaram ao Brasil apenas com a roupa do corpo, (pois perderam todos os bens na Alemanha); recomeçaram a vida com grande sacrifício e um sentimento de pesar e luto causados pela perda de um irmão (Olavo Schadrack) ainda criança na Alemanha, devido à guerra. Assim Rita passou sua infância na Alemanha, retornou adolescente sem nenhum nível escolar, pois durante a guerra as escolas não funcionaram naquele país."
03. Rita se casou ou teve filhos?
M.S.: "Seu casamento durou 5 anos e não teve filhos" (com o também ator Guilherme Corrêa, falecido em 2006).
04. Sabemos que ela começou sua carreira artística na década de 1950, participando de filmes. Foi aí que ela deixou Blumenau?
M.S.: "Sim, deixou Blumenau com poucas aulas particulares de português e outras matérias básicas. Deixou Blumenau por não suportar cidades pequenas. Começou sua vida em São Paulo trabalhando num Hospital como auxiliar em enfermagem. Foi aí que ela se dedicou a estudar teatro iniciando sua carreira artística."
05. Na Internet, seu sobrenome artístico é grafado como Cléos e às vezes como Cleós. Qual é a forma correta? E você sabe nos contar por que Rita escolheu esse sobrenome artístico – há algum significado especial?
M.S.: "A forma correta é Cleós. Originou-se de uma peça de teatro na qual ela interpretou Cleópatra com grande sucesso. Este nome foi escolhido para ela, pelos colegas e diretor."
Rita em 1965, quando protagonizava a novela
"O Cara Suja", na TV Tupi
06. Na década de 1960, Rita atuou em muitas novelas. Aproximadamente entre 1962 e 1966, esteve na TV Tupi. E entre 1966 e 1970, na TV Excelsior. Como ela lidava com o seu merecido sucesso?
M.S.: "Com grande satisfação, pois foi a forma de compensar sua infância dramática e início de carreira no qual batalhou com grande dificuldade para se manter e desenvolver sua carreira."
07. Nessa mesma época ela se iniciou na dublagem, onde também construiu uma longa e bem-sucedida carreira. Na Arte Industrial Cinematográfica de São Paulo trabalhou por 10 anos, entre 1962 e 1973, dublando muitas personagens. Quando Rita estava com a família, o que ela comentava sobre seus trabalhos? É verdade que, além de dubladora, foi também tradutora?
M.S.: "Passava minhas férias escolares em São Paulo e assisti a muitas de suas gravações ensaios, e colaborava com ela para decorar muitos scripts. Observei muitas vezes que havia no ambiente de trabalho entre colegas uma grande rivalidade, pouca honestidade, injustiças e traições. Houve anos em que ela estava bem, em plena glória e outros em que passava miséria. O ambiente artístico consegue ser muito cruel.
Rita não era mansa, pouco tinha de submissa, teve um gênio forte, de guerreira mesmo. Lembro-me pouco desta época, pois sou 18 anos mais jovem que ela. Era muito garotinha, mas lembro que os ensaios e gravações eram exaustivos e muitas vezes iam pela madrugada adentro. Rita gostava do seu trabalho apesar de tudo e representar para ela, era vida.
Ela era tradutora sim, de filmes e livros. Traduzia inglês, alemão, italiano e um pouco de espanhol. Línguas que aprendeu estudando sozinha."
Rita em 1966, época em que atuava em novelas
e dublava simultaneamente
08. Revistas antigas dão conta de que Rita sofreu um acidente em 1964, que a deixou com cicatrizes no rosto, na vista esquerda e um caco de vidro preso nos lábios por quase um ano, até que em agosto de 1965 realizou uma cirurgia para resolver o problema. Como foi esse acidente?
M.S.: "Foi um acidente de carro na Serra de Caraguatatuba. Motivo: pé pesado, adorava correr. Tanto que me dava náuseas ao andar de carro com ela."
09. Sabemos que, na década de 1970, Rita continuou dublando e também participou de peças famosas como a montagem de “Constantina”, em 1977, no Teatro Brigadeiro em SP, além de ter feito um filme em 1979. Rita continuou morando em São Paulo? Ela e a família se viam muito nessa época?
M.S.: "Rita via pouco a família, vinha pouco à Blumenau, pois havia mágoas e coisas mal resolvidas. Na época de Constantina ela estava ligada ao Kardecismo, e era fácil lidar com ela. Na mesma época faleceu nossa mãe e Rita deu à ela muito apoio e nos tornamos ainda mais amigas. Com toda sua família era comigo que mais tinha afinidades."
10. Já nos anos 1980, sabemos que Rita participou do filme “A Noite das Depravadas” (1981) e da minissérie “Maria Stuart” (TV Cultura de São Paulo, em janeiro de 1982). Depois disso ela participou de mais trabalhos no meio, ou resolveu abandonar a carreira artística?
M.S.: "Depois de 1982 ela resolveu abandonar a carreira artística devido ao intenso estresse e se mudou para Ilha Bela, onde trabalhou como tradutora e gerente de Hotel até 1988, quando se mudou para Curitiba."
11. Foi após isso que ela se mudou para Curitiba – PR? Sabe por que ela resolveu ir para essa cidade já que, pelo que sabemos, sua família estava em Blumenau – SC?
M.S.: "Rita não gostava de Blumenau e mudou-se para Curitiba porque a vida na Ilha Bela estava monótona demais, além de estar insatisfeita com seu trabalho no Hotel. Escolheu Curitiba para ficar mais perto dos meus três filhos que eram seus afilhados. Ela tinha verdadeira paixão pelas crianças, os chamava de “os meus douradinhos”. Ela fazia tudo por eles. Era festa quando ela vinha à Blumenau, as palhaçadas eram incríveis e ela adorava interpretar com eles peças de contos infantis no meio de muitas outras brincadeiras.
Muitas vezes foi como uma mãe para mim, foi amiga e confidente e em outras tantas foi a avó que meus filhos não conheceram."
12. Sabemos que Rita faleceu em 21 de maio de 1988, aos 56 anos, em Curitiba. Como estava sua saúde nos seus últimos anos? E como foi a sua partida?
M.S.: "Na verdade, Rita faleceu em 25 de abril de 1988, aos 57 anos. Nada sabíamos de sua saúde.
Decidimos em família, nada mais revelar sobre o assunto de sua morte, pois na época a imprensa humilhou seu corpo, desrespeitou e desonrou suas condições após o falecimento. É muito dolorido para nós relembrar tais fatos. Assim seu grande público terá dela as melhores memórias."
Agradeço muito a Eduardo Schadrack, sobrinho de Rita, pois foi por meio dele que realizamos esta entrevista. Agradeço imensamente também à Monica pelas preciosas respostas e revelações feitas a nós, fãs e admiradores da saudosa Rita Cleós e seu trabalho. Aos dois o nosso muito obrigado pela boa vontade e atenção para conosco!
Veja Rita bem jovem atuando no filme "Macumba na Alta", produzido em 1958:
Aqui um vídeo onde ela dubla Samantha na nossa grande série:
Já aqui, ela dublando uma convidada especial em um episódio da série "Perdidos no Espaço":
E aqui ela dublando em "Spectraman", um de seus últimos trabalhos em dublagem:
Espero que tenham gostado de saber mais sobre a eterna Rita Cleós, uma grande e inesquecível profissional do nosso país a quem aplaudiremos sempre!
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
William Asher ATUANDO em "A Feiticeira"
O casal William Asher e Elizabeth Montgomery
É isso mesmo pessoal, William Asher, o produtor e diretor da série, além de marido de Liz, chegou a fazer uma pontinha em um episódio da 5ª temporada (1968), chamado 'Espelho Meu':
Aqui, Endora (Agnes Moorehead) enfeitiça seu genro James (Dick York), fazendo com que ele se torne um homem extremamente vaidoso. Enquanto está esperando o sinal de trânsito abrir, James, sob o efeito do feitiço, se admira no retrovisor do carro. O sinal abre e ele nem percebe, até que o motorista que está atrás (interpretado por William Asher) grita "Vamos bonitão!", o que faz com que ele volte à realidade, e siga em frente. Só que aí o carro de Asher não liga, o que faz com que os outros motoristas também reclamem com ele. Nessa época Asher tinha 47 anos de idade.
Asher e Erin Murphy (Tábatha), recentemente
Hoje ele está com 88 anos, e vive com sua 4ª esposa, Meredith, em Indian Wells, California, EUA. Lembrando que ele e Elizabeth Montgomery foram casados entre 1963 e 1973, e tiveram 3 filhos: William Asher Jr. (1964), Robert Asher (1965) e Rebecca Asher (1969).
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
OFF - Série "Os Waltons"
O segundo OFF do nosso blog é sobre a série "Os Waltons", um grande programa que tive a oportunidade de conhecer recentemente.
"The Waltons" é uma série americana que foi exibida pela Rede CBS entre 1972 e 1981, com um total de 221 episódios divididos em 9 temporadas. A série é baseada no livro Spencer's Mountain e no filme homônimo de 1963. E é originada do filme-piloto "The Homecoming: A Christmas Story", exibido em dezembro de 1971, com um elenco diferente. Com o sucesso desse filme, no ano seguinte estreava "Os Waltons", que rapidamente se transforma em um grande sucesso - a 2ª temporada esteve em 2º lugar no ranking das 30 séries mais vistas na época.
O programa retrata a vida da família Walton, que vivia no campo, na Virginia, na época da Grande Depressão Americana (Crise de 1929) e da II Guerra Mundial. As histórias são narradas do ponto de vista de John Boy (Richard Thomas), um garoto de 17 anos que sonha em se tornar um escritor. É ele quem geralmente abre e encerra os episódios, em flashback.
John Boy é filho de Olivia (Miss Michael Learned) e John Walton (Ralph Waite), e neto dos também carismáticos Vovô Zeb (Will Geer) e Vovó Esther (Ellen Corby). John Boy tem mais 6 irmãos: Jason (Jon Walmsley), Mary Ellen (Judy Norton Taylor), Erin (Mary Elizabeth McDonough), Ben (Eric Scott), Jim-Bob (David W. Harper) e Elizabeth (Kami Cotler), a caçula.
Postei no YouTube uma singela homenagem que fiz, reunindo fotos da série ao som da música-tema. Espero que gostem:
Há também a abertura, com a dublagem original em português, postada por outro Canal:
E ainda esta postagem do MofoTV - uma matéria do extinto programa Top TV, que foi ao ar em 1993 relembrando a série:
Você pode ainda assistir e/ou baixar uma outra boa matéria sobre a série feita pelo PH aqui:
http://www.4shared.com/file/215465357/a6db3f94/os_waltons.html
Espero que tenham curtido essa postagem sobre "Os Waltons", mais uma grandiosa clássica série da televisão. Boa noite Mary Ellen! - Boa noite John Boy! - Boa noite pessoal!
"The Waltons" é uma série americana que foi exibida pela Rede CBS entre 1972 e 1981, com um total de 221 episódios divididos em 9 temporadas. A série é baseada no livro Spencer's Mountain e no filme homônimo de 1963. E é originada do filme-piloto "The Homecoming: A Christmas Story", exibido em dezembro de 1971, com um elenco diferente. Com o sucesso desse filme, no ano seguinte estreava "Os Waltons", que rapidamente se transforma em um grande sucesso - a 2ª temporada esteve em 2º lugar no ranking das 30 séries mais vistas na época.
O programa retrata a vida da família Walton, que vivia no campo, na Virginia, na época da Grande Depressão Americana (Crise de 1929) e da II Guerra Mundial. As histórias são narradas do ponto de vista de John Boy (Richard Thomas), um garoto de 17 anos que sonha em se tornar um escritor. É ele quem geralmente abre e encerra os episódios, em flashback.
A família Walton reunida
John Boy é filho de Olivia (Miss Michael Learned) e John Walton (Ralph Waite), e neto dos também carismáticos Vovô Zeb (Will Geer) e Vovó Esther (Ellen Corby). John Boy tem mais 6 irmãos: Jason (Jon Walmsley), Mary Ellen (Judy Norton Taylor), Erin (Mary Elizabeth McDonough), Ben (Eric Scott), Jim-Bob (David W. Harper) e Elizabeth (Kami Cotler), a caçula.
John e Olivia Walton John Boy
A grande família Walton se mantém com o dinheiro ganho na serraria situada na Montanha Walton, mantida por eles. A família leva uma vida simples, desprovida de luxos ou regalias. John, principalmente, trabalha muito na serraria, ajudado por John Boy e o Vovô Zeb, enquanto que Olivia e a Vovó Esther cuidam da casa e das crianças. Apesar da simplicidade, a família é muito unida, correta, cheia de bons e grandes valores. Isso sempre é passado a nós nos episódios: lições de vida, amor, respeito, compreensão, solidariedade e muito mais, o que faz de "Os Waltons" um programa muito rico e marcante.
Vovó Esther e o Vovô Zeb Walton
Com o decorrer dos anos, naturalmente, os 7 irmãos vão crescendo até se casarem e terem seus filhos, formando suas próprias famílias. Houve ainda sérios imprevistos que mexeram com o programa: o derrame sofrido pela atriz Ellen Corby (Vovó Esther) em 1977, que deixou a personagem ausente da 6ª temporada; a saída de Richard Thomas (John Boy) também na 6ª temporada, além da morte de Will Geer, ocorrida em 1978, o que faz o personagem Vovô Zeb falecer no início da 7ª temporada. Miss Michael Learned (Olivia) também deixou o programa, na 8ª temporada. Em 1981 a Rede CBS encerra a série, com o episódio 'The Revel', levado ao ar em 4 de junho.
O elenco logo no início da série
O encerramento de cada episódio é uma das marcas registradas d'Os Waltons: numa cena externa, à noite, é mostrada a casa onde vivia toda a família. Pelas janelas vemos uma luz acesa. Dois ou mais personagens conversam sobre algum acontecimento do episódio, e depois, dão-se "Boa noite!" e a luz se apaga. "Boa noite Mary Ellen! - Boa noite John Boy!".
A família que cativa fãs ao redor do mundo até os dias de hoje
Depois do fim do programa, foram produzidos mais 6 filmes para a TV. São eles: A Wedding on Waltons' Mountain (1982), Mother's Day on Waltons' Mountain (1982), A Day for Thanks on Walton's Mountain (1982), A Walton Thanksgiving Reunion (1993), A Walton Wedding (1995) e A Walton Easter (1997).
Aqui no Brasil a série foi dublada pela Herbert Richers, estreando em 1974 pela TV Globo - onde foi exibida até por volta de 1981. Entre 1983 e 1985, a TV Record resolveu reprisar parte da série. Mas depois disso "Os Waltons" desaparecem da televisão brasileira - já há 25 anos! A série já foi completamente lançada em DVD nos EUA, mas aqui no Brasil infelizmente nada até agora, nem sinal!
Postei no YouTube uma singela homenagem que fiz, reunindo fotos da série ao som da música-tema. Espero que gostem:
Há também a abertura, com a dublagem original em português, postada por outro Canal:
E ainda esta postagem do MofoTV - uma matéria do extinto programa Top TV, que foi ao ar em 1993 relembrando a série:
Você pode ainda assistir e/ou baixar uma outra boa matéria sobre a série feita pelo PH aqui:
http://www.4shared.com/file/215465357/a6db3f94/os_waltons.html
Espero que tenham curtido essa postagem sobre "Os Waltons", mais uma grandiosa clássica série da televisão. Boa noite Mary Ellen! - Boa noite John Boy! - Boa noite pessoal!
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
Dublagem - Raquel Martins
Publicarei aqui no blog também posts sobre os profissionais envolvidos na dublagem da série. Profissionais esses muitas vezes esquecidos pelo grande público.
Nosso 1º post é sobre a dubladora Raquel Martins (1912-1974). Foi ela quem deu voz à mãe de James, Phyllis (Mabel Albertson), na 1ª temporada, além de ter dublado também Tia Clara (Marion Lorne) em sua 1ª aparição. Ainda na 1ª temporada dublou Bertha (Reta Shaw).
Raquel (ou Rachel, como também costuma ser grafado) foi atriz e dubladora. Participou de vários filmes, novelas (nas TV's Excelsior, Globo e Tupi), além de ter feito muitas peças teatrais. Infelizmente quase nada sobrou dessas antigas novelas nas quais esteve, mas na área da dublagem temos mais trabalhos seus preservados, como sua participação aqui em "A Feiticeira".
Há quase 2 meses postei no YouTube um vídeo em sua homenagem, trazendo raras cenas suas na novela "A Pequena Órfã" (TV Excelsior, 1968/1969) e logo em seguida um trecho da nossa série com a personagem Phyllis dublada por ela:
Mais informações sobre Raquel Martins você encontra na descrição do vídeo. Aproveitem para conhecer mais sobre essa grande profissional falecida há 35 anos, e que deixou sua passagem registrada em "A Feiticeira".
Nosso 1º post é sobre a dubladora Raquel Martins (1912-1974). Foi ela quem deu voz à mãe de James, Phyllis (Mabel Albertson), na 1ª temporada, além de ter dublado também Tia Clara (Marion Lorne) em sua 1ª aparição. Ainda na 1ª temporada dublou Bertha (Reta Shaw).
Raquel em 1968, na novela "A Pequena Órfã"
Raquel (ou Rachel, como também costuma ser grafado) foi atriz e dubladora. Participou de vários filmes, novelas (nas TV's Excelsior, Globo e Tupi), além de ter feito muitas peças teatrais. Infelizmente quase nada sobrou dessas antigas novelas nas quais esteve, mas na área da dublagem temos mais trabalhos seus preservados, como sua participação aqui em "A Feiticeira".
Há quase 2 meses postei no YouTube um vídeo em sua homenagem, trazendo raras cenas suas na novela "A Pequena Órfã" (TV Excelsior, 1968/1969) e logo em seguida um trecho da nossa série com a personagem Phyllis dublada por ela:
Mais informações sobre Raquel Martins você encontra na descrição do vídeo. Aproveitem para conhecer mais sobre essa grande profissional falecida há 35 anos, e que deixou sua passagem registrada em "A Feiticeira".
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
James, o Bravo X Rufus, o Ruivo
Postei há alguns meses no YouTube um trecho do episódio 'A Ninfa Constante', da 3ª temporada da série (1966).
Neste episódio, Sam (Elizabeth Montgomery) viaja para o século XIV para tentar acabar com uma maldição de 600 anos colocada em James (Dick York) e seus descendentes. Lá ela se depara com James, o Bravo - um antepassado de James que na verdade não passa de um devasso. De repente aparece no castelo Rufus, o Ruivo (Michael Ansara), que diz que acamparia nas terras de James naquela noite. Os dois acabam se desentendendo e marcam então um duelo, para o desespero de Samantha nessa engraçada cena.
A caracterização dos Stephens nesse episódio é singular, com Samantha em antigos trajes e cabelos em tranças, e James com cabelos compridos e bigode, além dos trajes de época também. Hilário!
Uma curiosidade: Michael Ansara (atualmente com 87 anos) que interpreta Rufus era, nessa época, casado com Barbara Eden (hoje com 75 anos), a estrela de "Jeannie é um Gênio" (1965-1970).
Divirtam-se!
Michael Ansara interpreta 'Rufus, o Ruivo'
Neste episódio, Sam (Elizabeth Montgomery) viaja para o século XIV para tentar acabar com uma maldição de 600 anos colocada em James (Dick York) e seus descendentes. Lá ela se depara com James, o Bravo - um antepassado de James que na verdade não passa de um devasso. De repente aparece no castelo Rufus, o Ruivo (Michael Ansara), que diz que acamparia nas terras de James naquela noite. Os dois acabam se desentendendo e marcam então um duelo, para o desespero de Samantha nessa engraçada cena.
Sam caracterizada como uma mulher do séc. XIV
A caracterização dos Stephens nesse episódio é singular, com Samantha em antigos trajes e cabelos em tranças, e James com cabelos compridos e bigode, além dos trajes de época também. Hilário!
Uma curiosidade: Michael Ansara (atualmente com 87 anos) que interpreta Rufus era, nessa época, casado com Barbara Eden (hoje com 75 anos), a estrela de "Jeannie é um Gênio" (1965-1970).
Divirtam-se!
domingo, 31 de janeiro de 2010
Max e Adelaide, engraçados clientes da McMann & Tate
Postei há algumas semanas no YouTube um vídeo com um trecho do episódio 'A Estranha Cadeira', da 3ª temporada da série.
O vídeo mostra um casal de clientes da agência de publicidade McMann & Tate, chamados Max (J. Pat O'Malley) e Adelaide Cosgrove (Anne Seymour). Divirtam-se com esse hilário casal:
A dublagem desses convidados foi realizada por Dulcemar Vieira (atualmente com 74 anos) e José Soares (falecido recentemente, em dezembro). As interpretações são ótimas, contribuindo para nossas risadas! Divirtam-se!
O vídeo mostra um casal de clientes da agência de publicidade McMann & Tate, chamados Max (J. Pat O'Malley) e Adelaide Cosgrove (Anne Seymour). Divirtam-se com esse hilário casal:
A dublagem desses convidados foi realizada por Dulcemar Vieira (atualmente com 74 anos) e José Soares (falecido recentemente, em dezembro). As interpretações são ótimas, contribuindo para nossas risadas! Divirtam-se!
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
OFF: Série "Daniel Boone"
Rebecca, Daniel, Jemima e Israel
Alô, pessoal! Como já escrevi anteriormente aqui no blog, abordarei as vezes outras séries clássicas que também curto. Então, sempre que for abordar outras séries, deixarei um "OFF" no título da postagem, ok? É bom falar também sobre outros clássicos, pois muitas vezes quem é fã de "A Feiticeira" também curte outras séries contemporâneas à ela. E pra quem não conhece essas outras determinadas séries, a postagem fica sendo então uma oportunidade para os fãs da nossa bruxinha saberem mais sobre outras produções que marcaram época!
Bom, o primeiro OFF do nosso blog é sobre "Daniel Boone", mais um clássico dos anos 1960. A série foi produzida nos EUA entre 1964 e 1970, com um total de 165 episódios divididos em 6 temporadas.
Rebecca, Daniel, Cincinnatus e Israel
A história se passava num lugarejo por volta de 1770, onde viviam Daniel (Fess Parker), sua esposa Rebecca (Patricia Blair) e seus filhos Jemima (Veronica Cartwright) e Israel (Darby Hinton), além do fiel amigo de Daniel, o índio Mingo (Ed Ames). Havia ainda outros personagens carismáticos no programa, como por exemplo Cincinnatus (Dal McKennon). Embarcando em muitas aventuras, Daniel procurava resolver os problemas que fossem surgindo demonstrando sempre bons valores, caráter e justiça, fazendo do show um programa gostoso de se ver, recheado de aventuras.
A dublagem da série foi mais um dos grandes trabalhos realizados na extinta AIC, clássica e saudosa companhia de dublagem dos anos 1960. Quanto ao lançamento da série em DVD, aqui no Brasil temos apenas a 2ª temporada disponível. Mas com imagens ótimas e a dublagem original!
Nesta semana postei este vídeo no YouTube, onde vemos Rebecca e o casal Barr (convidados especiais), que acabavam de chegar ao local:
Quer ver mais? Cenas do episódio 'O Desertor':
O índio Mingo (Ed Ames) e Jericho (Robert Logan) à procura de Daniel Boone:
Você pode ainda assistir e/ou baixar uma boa matéria sobre a série feita pelo nosso amigo PH, aqui: http://www.4shared.com/file/215475301/faf4754/daniel_boone.html
Espero que se divirtam com essa postagem e com esses vídeos de "Daniel Boone", mais uma clássica série dos anos 1960!
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
45 Anos de "A Feiticeira" no Brasil!
Como sabemos, em 17 de setembro de 1964 Bewitched estreou nos Estados Unidos, na Rede de Televisão ABC, se tranformando logo em um estrondoso sucesso. Nessa época, conquistou o 2º lugar de audiência entre as séries mais assistidas nos EUA, perdendo apenas para Bonanza, outro clássico da TV norte-americana.
Em menos de um ano depois a série chegava ao nosso país, para ser dublada nos estúdios da extinta Arte Industrial Cinematográfica (A. I. C. São Paulo), estreando na TV Paulista (hoje Rede Globo). A data certa da estréia até hoje ninguém conseguiu descobrir. Mas é mais provável que tenha sido por volta de junho/julho daquele ano, pelo que se tem em termos de pesquisas até o momento. Entretanto, sabemos que a TV Paulista exibia a série todas as quintas-feiras, das 21:00 às 21:30.
Nesses 45 anos no nosso país, "A Feiticeira" passou pelas emissoras TV Paulista, TV Excelsior, TV Record, TV Tupi, TV Globo, TV Bandeirantes e RedeTV! - ou seja, foi exibida em praticamente todas as grandes emissoras abertas brasileiras, exceto no SBT e na extinta TV Manchete. Em 4 décadas e meia foram poucos os anos em que esteve fora do ar: mais precisamente não esteve nas telinhas apenas nos anos de 1976, 1985, 1986, 1992-1998, 2008-atualmente - isso em rede nacional e em algum conhecido canal de TV aberta, pois hoje por exemplo a série é exibida na TV paga e em uma pequena emissora com sinal em certas localidades do país. Estamos sem "A Feiticeira" na TV aberta e em rede nacional desde o dia 7 de abril de 2007, quando a RedeTV! a exibiu pela última vez.
Pra comemorar então esses 45 anos neste 2010, aí vai uma raridade: uma matéria da extinta e famosa Revista Intervalo, publicada em agosto de 1965! Nessa época, com a série recém-estreada por aqui, os brasileiros ainda estavam começando a conhecer todo esse universo. Divirtam-se com as primeiras impressões que o Brasil teve do show, e também com a grafia da época, rsrs!
Clique na imagem para ampliá-la
Clique na imagem para ampliá-la
Embarquem no clima de 1965 e divirtam-se com essa raridade. Espero que gostem!
Assinar:
Postagens (Atom)




















